Portaria CAT nº 97 de 27/05/2009

Norma Estadual - São Paulo - Publicado no DOE em 28 mai 2009

Disciplina obrigações referentes às operações relativas à circulação de energia elétrica adquirida em ambiente de contratação livre.

O Coordenador da Administração Tributária, tendo em vista o disposto no art. 8º, VI da Lei nº 6.374, de 1º de março de 1989, no Capítulo VII do Livro II do Título II e no Capítulo III do Anexo XVIII, todos do Regulamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação - RICMS, expede a seguinte Portaria:

CAPÍTULO I - DAS PESSOAS SUJEITAS ÀS OBRIGAÇÕES REFERENTES ÀS OPERAÇÕES RELATIVAS À CIRCULAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA ADQUIRIDA EM AMBIENTE DE CONTRATAÇÃO LIVRE

Art. 1º Sem prejuízo das demais obrigações previstas na legislação do ICMS, ficarão sujeitos ao cumprimento das disposições desta Portaria:

I - a empresa distribuidora, responsável pela operação de rede de distribuição no Estado de São Paulo, que praticar, na condição de contribuinte, operação relativa à circulação de energia elétrica, destinando-a diretamente a estabelecimento ou domicílio, localizado no território paulista, para nele ser consumida por destinatário que a tenha adquirido, ainda que de terceiros, situados neste ou em outro Estado, em ambiente de contratação livre, e à qual estiver atribuída, nos termos do inciso I do art. 425 do RICMS, a responsabilidade, na condição de substituta tributária, pelo lançamento e pagamento do ICMS incidente sobre as sucessivas operações internas, relativas à circulação de energia elétrica, desde a sua importação ou produção até à respectiva saída por ela promovida;

II - a pessoa jurídica destinatária da energia elétrica objeto das operações referidas no inciso I que, tendo adquirido tal mercadoria por meio de contratos de comercialização firmados, ainda que com terceiros, situados neste ou em outro Estado, em ambiente de contratação livre, a tiver consumido no estabelecimento ou domicílio, situado no território paulista, ao qual ela tenha sido destinada;

III - a pessoa jurídica alienante da energia elétrica adquirida pelo destinatário de que trata o inciso II.

Parágrafo único. O disposto nesta portaria também se aplica nas demais hipóteses em que a energia elétrica, objeto da última operação praticada pela empresa distribuidora de que trata o inciso I, for por esta destinada a domicílio ou estabelecimento, situado no território paulista, para nele ser consumida por destinatário que não a tenha adquirido por meio de contrato de fornecimento firmado com a respectiva distribuidora sob o regime da concessão ou permissão da qual esta for titular.(Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

CAPÍTULO II - DAS OBRIGAÇÕES A SEREM CUMPRIDAS PELO DESTINATÁRIO DE ENERGIA ELÉTRICA QUE A TIVER ADQUIRIDO EM AMBIENTE DE CONTRATAÇÃO LIVRE

Art. 2º A pessoa jurídica de que trata o inciso II do art. 1º, na condição de destinatária da energia elétrica objeto das operações referidas no inciso I daquele artigo, deverá, para fins do disposto no § 2º do art. 425 do RICMS, prestar mensalmente, à Secretaria da Fazenda, Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC para o conjunto de todos os seus estabelecimentos ou domicílios situados na área de abrangência do submercado Sudeste/Centro-Oeste, conforme definido na Resolução nº 402, de 21 de setembro de 2001, da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, na qual deverão constar, de acordo como o leiaute previsto no Anexo I:

I - no quadro "Identificação do declarante", as seguintes informações relativas à respectiva pessoa jurídica:

a) a denominação ou a razão social;

b) o endereço completo do seu estabelecimento ou domicílio, matriz ou principal, situado no território paulista, onde exerça a suas atividades;

c) o número da inscrição do estabelecimento referido na alínea b no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo, se contribuinte do imposto;

d) o número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas - CNPJ da Receita Federal do Brasil - RFB;

e) o código da Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE correspondente à sua atividade econômica preponderante.

II - no quadro "Dados dos contratos de aquisição de energia elétrica", as seguintes informações relativas a cada contrato de comercialização, firmado em ambiente de contratação livre, por meio do qual a declarante tenha adquirido energia elétrica para consumo no submercado Sudeste/Centro-Oeste:

a) o número de identificação do contrato, correspondente àquele registrado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE;

b) as datas de início e de fim da vigência do contrato;

c) relativamente à pessoa jurídica alienante da energia elétrica:

1. a razão social;

2. o endereço completo do seu estabelecimento, situado neste ou em outro Estado, onde exerça suas atividades;

3. os números das inscrições no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo e no CNPJ, correspondentes ao estabelecimento referido no item 2;

d) a quantidade, em MWh, da energia elétrica contratada para consumo no submercado Sudeste/Centro-Oeste no mês de referência;

e) o valor devido, cobrado ou pago pela parcela de energia elétrica contratada para consumo no submercado Sudeste/Centro-Oeste no mês de referência:

1. nele incluídos, observados os parâmetros de precificação contratualmente estabelecidos, os valores referentes a multas, juros, seguros, débitos e créditos decorrentes da execução parcial ou total do contrato;

2. dele excluídos o montante do ICMS que a ele estiver integrado e os valores relativos a eventual cessão parcial ou total do contrato;

III - no quadro "Dados do consumo de energia elétrica", as seguintes informações relativas a cada ponto de consumo, integrante da respectiva unidade consumidora, situado na área de abrangência do submercado Sudeste/Centro-Oeste:

a) a denominação do ponto de consumo, conforme cadastrada na CCEE;

b) o número de identificação do ponto de consumo, correspondente ao código do ativo cadastrado na CCEE;

c) os números de identificação dos medidores de energia elétrica integrantes de cada ponto de consumo;

d) o endereço completo do estabelecimento ou domicílio ao qual o ponto de consumo estiver vinculado;

e) os números das inscrições no Cadastro de Contribuintes do ICMS, se contribuinte do imposto, e no CNPJ, correspondentes ao estabelecimento ou domicílio referido na alínea d;

f) a razão social da empresa distribuidora responsável pela operação da rede de distribuição à qual estiver conectado o ponto de consumo;

g) a quantidade, em MWh, da energia elétrica consumida, discriminada segregadamente de acordo com a leitura da medição registrada em cada um dos medidores integrantes do ponto de consumo.

IV - no quadro "Preço médio efetivo de aquisição da energia elétrica em ambiente de contratação livre":

a) o valor total devido, cobrado ou pago pela parcela de energia elétrica contratada para consumo no submercado Sudeste/Centro-Oeste no mês de referência, correspondente à soma dos valores declarados para cada contrato de comercialização nos termos da alínea e do inciso II;

b) a quantidade total, em MWh, da energia elétrica consumida no submercado Sudeste/Centro-Oeste no mês de referência, correspondente à soma das quantidades declaradas para cada ponto de consumo nos termos da alínea g do inciso III;

c) o preço médio efetivo de aquisição da energia elétrica em ambiente de contratação livre, por MWh, resultante da divisão do valor total de que trata na alínea a pela quantidade total referida na alínea b.

V - o mês ao qual se refere o consumo da energia elétrica;

VI - local e data da declaração;

VII - o código de autenticação digital da declaração.

§ 1º Em caso de litígio que torne ilíquido o valor devido, cobrado ou pago pela energia elétrica adquirida por meio de qualquer contrato firmado em ambiente de contratação livre, tal circunstância deverá ser informada na Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, hipótese em que o correspondente valor de que trata a alínea e do inciso II não será declarado.

§ 2º Para fins do cumprimento disposto neste artigo, o destinatário de que trata o parágrafo único do artigo 1º deverá, na hipótese daquele parágrafo, declarar, no quadro "Dados dos contratos de aquisição de energia elétrica", as seguintes informações relativas a cada fonte de energia que tenha servido de lastro para o consumo da energia elétrica por ele recebida em domicílios ou estabelecimentos localizados na área abrangida pelo submercado Sudeste/Centro-Oeste no mês de referência: (Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

1 - o número de identificação do contrato que reger a exploração da fonte de energia, correspondente àquele que for objeto de registro na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE;

2 - as datas de início e de fim da vigência do contrato referido no item 1;

3 - relativamente ao estabelecimento onde se encontre a respectiva fonte de energia, localizado neste ou em outro Estado:

a) a razão social da pessoa jurídica titular do estabelecimento;

b) o endereço completo do estabelecimento;

4 - o número da inscrição no CNPJ da RFB correspondente ao estabelecimento referido no item 3 e, caso este se localize no território paulista, o número da sua inscrição estadual no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo;

5 - a quantidade, em MWh, de energia elétrica correspondente à parcela de produção da fonte de energia que tenha sido alocada como lastro do consumo verificado nas respectivas unidades consumidoras localizadas na área de abrangência do submercado Sudeste/Centro-Oeste no mês de referência;

6 - o valor do custo de produção, de aquisição ou equivalente, atribuível à quantidade de energia elétrica indicada no item 5:

a) nele incluídos, observados os parâmetros de precificação contratualmente estabelecidos, os valores referentes a multas, juros, seguros, débitos e créditos decorrentes da execução parcial ou total do contrato referido no item 1;

b) dele excluídos o montante do ICMS que a ele estiver integrado e os valores relativos a eventual cessão parcial ou total do contrato referido no item 1. (NR).

Art. 3º A Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, de que trata o art. 2º, deverá ser prestada em meio magnético até às 24 (vinte e quatro) horas do dia 12 (doze) do mês subseqüente àquele em que tiver ocorrido o consumo da energia elétrica.

§ 1º Para fins do disposto no caput, a pessoa jurídica destinatária da energia elétrica, a que se refere o inciso II do art. 1º, deverá:

1. acessar o ambiente de processamento de dados da Secretaria da Fazenda por meio da Internet, no endereço eletrônico http://www.fazenda.sp.gov.br, mediante o uso de:

a) senha de acesso ao sistema do Posto Fiscal Eletrônico - PFE, atribuída ao respectivo usuário nos termos do disposto no Anexo I da Portaria CAT nº 92, de 23 de dezembro de 1998, na hipótese de o declarante ser contribuinte do ICMS;

b) senha de acesso ao sistema da Nota Fiscal Paulista - NFP, atribuída ao respectivo usuário nos termos do disposto na Resolução SF nº 52, de 21 de setembro de 2007, nas demais hipóteses.

2. selecionar a opção "DEVEC", a partir da qual será acessado formulário eletrônico, disponibilizado pela Secretaria da Fazenda, no qual deverão ser inseridos, conforme solicitados a cada etapa do processamento, os dados correspondentes às informações referidas no art. 2º, necessárias à geração da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC;

3. após o preenchimento do formulário eletrônico com todos os dados solicitados nos termos do item 2, selecionar a opção "Gerar DEVEC", a partir da qual será gerada a Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, conforme o leiaute previsto no Anexo I;

4. verificar se a Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, gerada nos termos do item 3, está disposta na forma prevista no art. 2º e se as informações nela contidas correspondem aos dados inseridos no formulário eletrônico de que trata o item 2;

5. se, após a verificação de que trata o item 4, restar constatado que a Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC foi corretamente gerada nos termos do art. 2º, selecionar a opção "Confirmar DEVEC", a partir da qual será gerado, automaticamente, um protocolo que servirá como recibo de entrega da referida declaração à Secretaria da Fazenda, no qual deverão constar:

a) o número, único e insubstituível, do protocolo gerado;

b) as informações de que tratam os incisos IV, V, VI e VII do art. 2º.

§ 2º A confirmação regularmente processada nos termos do item 5 do § 1º, a partir da qual tenha sido gerado o protocolo de entrega da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC à Secretaria da Fazenda, não implicará reconhecimento da veracidade e legitimidade das respectivas informações declaradas, conforme constantes na referida declaração.

§ 3º As inconsistências automaticamente identificadas pelo respectivo programa gerenciador por ocasião do preenchimento do formulário eletrônico, referido no item 2 do § 1º, e da geração do arquivo da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, de que trata o item 3 daquele parágrafo, deverão ser eliminadas pela declarante conforme indicadas nas mensagens de erro apresentadas a cada etapa do processamento das informações correspondentes.

§ 4º A declarante poderá, observados os procedimentos previstos neste artigo, prestar, até o fim do prazo previsto no caput, nova Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, em substituição àquela que já tiver sido prestada para o respectivo período de referência, com o fim de retificar as informações declaradas por meio desta última.

§ 5º Após o encerramento do prazo previsto no caput, não será aceita, em nenhuma hipótese:

1. a retificação da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC já prestada ou a apresentação de uma nova declaração em substituição à originalmente prestada;

2. a apresentação de Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC ainda não prestada.

Art. 4º A prestação da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, na forma e no prazo previstos nos arts. 2º e 3º, poderá, a pedido da declarante e a critério do fisco, ser anualmente dispensada, desde que solicitada entre a 0 (zero) hora do dia 1º de janeiro e as 24 (vinte e quatro) horas do dia 12 de janeiro de cada ano, mediante o preenchimento de formulário eletrônico disponibilizado no ambiente de processamento de dados da Secretaria da Fazenda, o qual deverá ser acessado por meio da Internet, no endereço eletrônico indicado no art. 3º.

§ 1º O acesso ao ambiente de processamento de dados da Secretaria da Fazenda para fins de preenchimento do formulário eletrônico de que trata o caput será autorizado nos termos do disposto no § 1º do art. 3º.

§ 2º Na ausência de manifestação da Secretaria da Fazenda quanto à dispensa solicitada, esta restará automaticamente homologada após 30 dias, contados da data de recepção do respectivo pedido pela autoridade administrativa competente."(Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

§ 2º Na ausência de manifestação da Secretaria da Fazenda quanto à dispensa solicitada, esta restará automaticamente homologada após 30 dias, contados da data da respectiva solicitação.

§ 3º A dispensa de que trata este artigo abrangerá todos os fatos geradores ocorridos desde o dia 1º de janeiro até o dia 31 de dezembro do exercício para o qual ela tenha sido homologada.

§ 4º A homologação da dispensa de que trata este artigo implicará a aplicação do disposto na alínea b do item 1 do § 1º do art. 5º para fins de arbitramento da base de cálculo das operações correspondentes ao fatos geradores referidos no § 3º.

§ 5º Na hipótese de o consumo da energia elétrica objeto das operações referidas no inciso I do artigo 1º ter início no período de 13 de janeiro a 31 de dezembro, a prestação da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC poderá, a pedido do declarante e a critério do fisco, ser dispensada, em relação aos fatos geradores correspondentes, sob as seguintes condições: (Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

1 - o pedido de dispensa da prestação da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC deverá ser:

a) formulado por escrito;

b) instruído com uma cópia dos documentos indicados no item 2;

c) assinado pelo representante legal ou procurador do declarante, ao qual este tenha atribuído poderes para representá-lo para os devidos fins;

d) entregue à Supervisão de Fiscalização Especialista em Comunicações e Energia da Diretoria Executiva da Administração Tributária - SFECE/DEAT, situada na Av. Rangel Pestana, 300, 10º andar, São Paulo - SP;

2 - o declarante deverá instruir o pedido de que trata o item 1 com uma cópia dos seguintes documentos:

a) Contrato de Conexão às Instalações de Distribuição - CCD;

b) Contrato de Uso do Sistema de Distribuição - CUSD;

c) contrato de compra e venda de energia elétrica em ambiente de contratação livre ou outro documento que comprove a aquisição ou a propriedade da fonte de geração da energia elétrica;

d) instrumento jurídico por meio do qual o declarante tenha atribuído ao signatário do pedido o poder de representá-lo para os devidos fins;

e) documento de identidade e comprovante de inscrição no CPF da RFB do signatário do pedido;

 3 - o pedido referido no item 1:

a) poderá ser entregue à Secretaria da Fazenda até o início da vigência dos contratos de conexão e de uso referidos no item 2;

b) não será recepcionado pela autoridade administrativa competente quando tiver sido formalizado em desacordo com o disposto neste parágrafo;

4 - o declarante poderá, em caráter precário, deixar de prestar a Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, desde a data de recepção do pedido de dispensa pela autoridade administrativa competente até a data da sua respectiva homologação pela Secretaria da Fazenda;

5 - na ausência de manifestação da Secretaria da Fazenda quanto à dispensa solicitada, esta restará automaticamente homologada após 5 dias, contados da data de recepção do respectivo pedido pela autoridade administrativa competente;

6 - a dispensa, se concedida, abrangerá os fatos geradores já ocorridos e os que devam ocorrer até o fim do respectivo exercício;

7 - a homologação da dispensa de que trata este parágrafo implicará a aplicação do disposto na alínea "b" do item 1 do § 1º do artigo 5º para fins de arbitramento da base de cálculo das operações correspondentes ao fatos geradores referidos no item 6.

CAPÍTULO III - DAS OBRIGAÇÕES A SEREM CUMPRIDAS PELA EMPRESA DISTRIBUIDORA DE ENERGIA ELÉTRICA

Art. 5º A empresa distribuidora de que trata o inciso I do art. 1º, deverá, nos termos do disposto no art. 5º do Anexo XVIII do RICMS:

I - relativamente à operação descrita no inciso I do art. 1º, emitir mensalmente, até o dia 15 (quinze) do mês subsequente àquele em que tiver ocorrido o consumo da energia elétrica, Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica, modelo 6, na qual deverão constar, além dos demais requisitos previstos na legislação, as seguintes informações:

a) quanto à pessoa jurídica, destinatária da energia elétrica:

1. a denominação ou a razão social;

2. o endereço completo do estabelecimento ou domicílio, situado no território paulista, ao qual a energia elétrica tiver sido destinada;

3. os números das inscrições no Cadastro de Contribuintes do ICMS, se contribuinte do imposto, e no CNPJ, correspondentes ao estabelecimento ou domicílio referido no item 2.

b) o número sequencial de emissão do documento fiscal;(Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

b) o número da conta;

c) a data de leitura da medição da energia elétrica consumida;

d) a data de emissão; (Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

e) as datas de apresentação e de vencimento da conta;(Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

d) a data de apresentação da conta;

e) a data de vencimento da conta;

f) quanto à discriminação da operação:

1. o mês ao qual se refere o consumo da energia elétrica;

2. a quantidade, em MWh, de energia elétrica destinada ao estabelecimento ou domicílio referido no item 2 da alínea a para consumo da respectiva pessoa jurídica destinatária no mês de referência, correspondente à medição verificada nos pontos de consumo a ele vinculados;

3. o valor da operação, nele incluído o montante do ICMS dele integrante, observado o disposto nos §§ 1º e 2º;

4. o preço unitário da energia elétrica consumida, por MWh, resultante da divisão do valor indicado no item 3 pela quantidade, em MWh, referida no item 2;

5. como dedução do valor da operação, a parcela correspondente ao valor da energia elétrica adquirida de terceiros, de que trata o item 1 do § 1º.

g) como base de cálculo, o valor da operação referido no item 3 da alínea f;

h) a alíquota aplicável;

i) o montante do ICMS devido, cujo destaque representa mera indicação para fins de controle;

j) o valor total da Nota Fiscal/ Conta de Energia Elétrica, modelo 6, a ser cobrado da pessoa jurídica destinatária da energia elétrica.

II - escriturar o documento fiscal referido no inciso I de acordo com o disposto no art. 250-A do RICMS;

III - até o dia 12 (doze) de cada mês, enviar, à Secretaria da Fazenda, arquivo digital, gerado em meio magnético, que contenha as seguintes informações, gravadas em formato de texto de acordo com o leiaute previsto no Anexo II, relativas a cada estabelecimento ou domicílio, situado no território paulista, que estiver conectado a linha de distribuição ou de transmissão integrante da rede de distribuição, por ela operada, em razão da execução de contratos de conexão e de uso da referida rede, por ela firmados com a respectiva pessoa jurídica destinatária, para fins do consumo da energia elétrica objeto da operação de que trata o inciso I do art. 1º:

a) a denominação ou a razão social da respectiva pessoa jurídica destinatária da energia elétrica;

b) o endereço completo;

c) os números das inscrições no Cadastro de Contribuintes do ICMS, se contribuinte do imposto, e no CNPJ, correspondentes ao estabelecimento ou domicílio ao qual a energia elétrica tiver sido destinada no mês de referência;

d) relativamente a cada ponto de consumo vinculado à respectiva unidade consumidora:

1. a identificação do ponto de consumo;

2. os números de identificação dos medidores de energia elétrica integrantes do ponto de consumo;

3. a quantidade, em MWh, de energia elétrica nele consumida, discriminada segregadamente de acordo com a leitura da medição registrada em cada um dos medidores integrantes do ponto de consumo.

§ 1º O valor da operação referido no item 3 da alínea f do inciso I deve corresponder ao resultado da soma dos seguintes valores, dele integrantes, ainda que devidos a terceiros:

1. valor devido, cobrado ou pago pela energia elétrica consumida no mês de referência, resultante da multiplicação da quantidade, em MWh, referida no item 2 da alínea f do inciso I pelo:

a) preço médio efetivo de aquisição da energia elétrica em ambiente de contratação livre, conforme informado à empresa distribuidora pela Secretaria da Fazenda, nos termos do disposto no art. 6º, desde que declarado a esta pela respectiva pessoa jurídica destinatária por meio da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, na forma e no prazo previstos nos arts. 2º e 3º;

b) preço praticado pela empresa distribuidora em operação similar, relativa à circulação de energia elétrica objeto de saída por ela promovida sob o regime da concessão ou permissão da qual é titular, com destino a estabelecimento ou domicílio, situado no território paulista, para nele ser consumida por destinatário atendido em condições técnicas equivalentes de conexão e de uso do respectivo sistema de distribuição, quando o preço indicado na alínea a não tiver sido informado à empresa distribuidora nas hipóteses dos §§ 1º e 2º do art. 6º, observado o disposto nos §§ 4º e 5º;

c) preço de que trata a alínea a relativo ao mês imediatamente anterior ao mês de referência ou, na ausência deste, pelo preço indicado na alínea b, na hipótese da ocorrência de qualquer evento que, a critério do fisco, se caracterize como caso fortuito ou força maior e que impeça o envio ou o recebimento do arquivo digital referido no art. 6º para fins da emissão do respectivo documento fiscal dentro do prazo previsto no inciso I;

2. os valores dos encargos de conexão e de uso do sistema de distribuição, devidos à empresa distribuidora em razão da execução dos respectivos contratos de conexão e de uso do referido sistema, com ela firmados sob o regime da concessão ou da permissão da qual ela é titular;

3. quaisquer outros valores ou encargos inerentes ao consumo da energia elétrica;

4. o montante do ICMS devido, a ser integrado à soma dos valores indicados nos itens 1, 2 e 3.

§ 2º O leiaute da Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica a ser emitida nos termos do inciso I deverá corresponder àquele previsto no modelo 6 de que trata o Anexo de Modelos de Documentos e Livros Fiscais do RICMS, observado ainda o seguinte:  (Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

1 - as informações de que tratam as alíneas "a" a "j" do inciso I, bem como as demais informações que devam ser discriminadas nos respectivos campos integrantes do leiaute em referência, deverão de ser agrupadas em área a elas reservada, não inferior a 12 cm X 9 cm em qualquer sentido, a ser apresentada, obrigatoriamente, na parte superior esquerda da primeira página do documento fiscal;

2 - as informações a serem obrigatoriamente prestadas ao consumidor, destinatário da energia elétrica objeto da operação referida no inciso I, por força do regime de concessão ou de permissão sob o qual tal operação tiver sido realizada e da legislação aplicável a esse regime deverão, nos termos do disposto no § 1º do artigo 146 do RICMS, ser discriminadas em quadro específico reservado para esse fim, o qual deverá ser apresentado na área remanescente do documento fiscal, não ocupada pela área de que trata o item 1." (NR);

§ 2º O disposto no § 6º do art. 146 do RICMS não se aplica à Nota Fiscal/Conta de Energia Elétrica, modelo 6, a ser emitida nos termos do inciso I.

§ 3º O cálculo dos valores indicados nos itens 1, 2 e 3 do § 1º poderá, a título de mera informação para fins de controle, ser demonstrado, de forma segregada, no corpo do documento fiscal de que trata o inciso I, não gerando qualquer efeito para fins fiscais. (Revogado pela  Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

§ 4º O preço indicado na alínea "b" do item 1 do § 1º deverá corresponder à tarifa-energia, homologada pela ANEEL nos termos da legislação e do contrato de concessão ou de permissão aplicáveis, integrante da modalidade tarifária convencional ou horossazonal de que tratam, respectivamente, as alíneas "a" e "b" do inciso L do artigo 2º da Resolução 414 da ANEEL, de 9 de setembro de 2010, e que, segundo os critérios de enquadramento previstos no artigo 57 dessa mesma resolução, for aplicável ao subgrupo de tensão no qual, em conformidade com o disposto no inciso XXXVII do artigo 2º da resolução em referência, se enquadrar a unidade consumidora correspondente à pessoa jurídica destinatária da energia elétrica, prevalecendo a aplicação da tarifa convencional nas hipóteses em que, de acordo com o disposto no artigo 57 da resolução citada, não for compulsória a aplicação da tarifa horossazonal."(Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

§ 4º O preço indicado na alínea "b" do item 1 do § 1º deverá corresponder à tarifa-energia, homologada pela ANEEL nos termos da legislação e do contrato de concessão ou de permissão aplicáveis, integrante da estrutura tarifária convencional ou horossazonal de que tratam, respectivamente, os incisos XVI e XVII do art. 2º da Resolução nº 456 da ANEEL, de 29 de novembro de 2000, e que, segundo os critérios de classificação tarifária previstos no art. 53 dessa mesma resolução, for aplicável ao subgrupo de tensão no qual, em conformidade com o disposto no inciso XXII do art. 2º da resolução em referência, se enquadrar a respectiva pessoa jurídica destinatária da energia elétrica, prevalecendo a aplicação da estrutura tarifária convencional nas hipóteses em que, de acordo com o disposto no art. 53 da resolução citada, não for compulsória a aplicação da estrutura tarifária horossazonal. (NR) (Redação dada ao parágrafo pela Portaria CAT nº 280, de 30.12.2009, DOE SP de 31.12.2009)

Nota: Redação Anterior:
  "§ 4º O preço indicado na alínea b do item 1 do § 1º deverá corresponder à tarifa-energia integrante da estrutura tarifária convencional de que trata o inciso XVI do art. 2º da Resolução nº 456, de 29 de novembro de 2000, da ANEEL, aplicável ao subgrupo de tensão no qual se enquadrar a respectiva pessoa jurídica destinatária da energia elétrica, em conformidade com o disposto no inciso XXII do mesmo art. 2º da resolução em referência, desde que devidamente homologada pela ANEEL, nos termos da legislação aplicável e do contrato de concessão ou de permissão do qual é titular a empresa distribuidora responsável pela rede de distribuição à qual estiver conectada a referida pessoa jurídica destinatária da energia elétrica."

§ 5º A aplicação do disposto na alínea b do item 1 do § 1º deverá, nas hipóteses do parágrafo único do art. 2º e do § 2º do art. 6º, se estender a todos os estabelecimentos ou domicílios, situados no território paulista, aos quais tenha sido destinada energia elétrica para consumo da mesma pessoa jurídica destinatária.

§ 6º A base de cálculo do imposto devido sobre a operação de que trata o inciso I do art. 1º deverá ser apurada de acordo com o disposto no inciso II e no § 1º do art. 38 do RICMS, quando, em virtude do cumprimento de decisão administrativa ou judicial que não indique outra base de cálculo para fins de apuração do ICMS a ser lançado e pago nos termos desta portaria, não for possível aplicar o preço previsto nas alíneas a, b ou c do item 1 do § 1º.

§ 7º Para fins do disposto no inciso III, a empresa distribuidora deverá:

1. acessar o ambiente de processamento de dados da Secretaria da Fazenda por meio da Internet, no endereço eletrônico http://www.fazenda.sp.gov.br, mediante o uso da senha de acesso ao sistema do Posto Fiscal Eletrônico - PFE, atribuída ao respectivo usuário nos termos do disposto no Anexo I da Portaria CAT nº 92, de 23 de dezembro de 1998;

2. transmitir o arquivo de que trata o inciso III por meio do programa de Transmissão Eletrônica de Documentos - TED, disponibilizado pela Secretaria da Fazenda, observado o que se segue:

a) o arquivo transmitido deverá ser assinado digitalmente, no padrão ICP-BR;

b) o certificado digital utilizado para a assinatura deverá ser do padrão X509.v3, emitido por Autoridade Certificadora, credenciada à infra-estrutura de Chaves Públicas - ICP Brasil, para o interessado, com a identificação do seu número de inscrição no CNPJ ou no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF, ambos da Receita Federal do Brasil - RFB, conforme o caso.

§ 8º Imediatamente após a conclusão da transmissão de que trata o item 2 do § 7º, será expedida, automaticamente, por meio da Internet, comunicação à empresa distribuidora quanto à ocorrência de um dos seguintes eventos:

1. falha ou recusa na recepção do arquivo, hipótese em que será informada a causa;

2. regular recepção do arquivo, hipótese em que será gerado, automaticamente, por meio da Internet, um número único e insubstituível que servirá como protocolo do seu recebimento pela Secretaria da Fazenda.

§ 9º Na hipótese do item 2 do § 8º:

1. O controle de integridade do arquivo recebido pela Secretaria da Fazenda será realizado por meio da verificação da chave de codificação digital a ele atribuída;

2. a regular recepção do arquivo pela Secretaria da Fazenda;

a) implicará reconhecimento da autoria e da integridade do arquivo;

b) não implicará reconhecimento da veracidade e legitimidade das informações nele contidas;

c) não prejudicará o direito do fisco de acessar imediatamente as instalações, equipamentos e demais informações mantidas em qualquer meio pela empresa distribuidora ou de exigir desta a apresentação de cópias dos arquivos, devidamente identificados, no prazo de 5 (cinco) dias, mediante notificação específica.

§ 10. A empresa distribuidora poderá outorgar poderes para que outras pessoas assinem ou transmitam o arquivo digital de que trata o inciso III, bem como revogá-los a qualquer tempo, hipóteses em que deverá entregar, à Supervisão de Fiscalização Especialista em Comunicações e Energia da Diretoria Executiva da Administração Tributária - DEAT, situada na Av. Rangel Pestana, 300, 10º andar, São Paulo, "Termo de Outorga de Poderes para assinar e transmitir arquivos digitais" ou "Termo de Revogação de Outorga de Poderes para assinar e transmitir arquivos digitais", conforme os modelos constantes nos Anexos II e III da Portaria CAT nº 79, de 10 de setembro de 2003.

Art. 6º Para fins do disposto no item 1 do § 1º do art. 5º, a empresa distribuidora deverá, a partir do dia 13 (treze) do mês subseqüente ao de ocorrência do fato gerador:

I - acessar o ambiente de processamento de dados da Secretaria da Fazenda por meio da Internet, no endereço eletrônico http://www.fazenda.sp.gov.br, mediante o uso da senha de acesso ao sistema do Posto Fiscal Eletrônico - PFE, atribuída ao respectivo usuário nos termos do disposto no Anexo I da Portaria CAT nº 92, de 23 de dezembro de 1998;

II - baixar arquivo digital, disponibilizado mensalmente pela Secretaria da Fazenda, contendo as seguintes informações, gravadas em formato de texto de acordo com o leiaute previsto no Anexo III, relativas à cada estabelecimento ou domicílio, situado no território paulista, conectado à rede de distribuição por ela operada, ao qual ela tenha destinado, no mês de referência, a energia elétrica objeto da operação referida no inciso I do art. 1º:

a) a denominação ou a razão social da respectiva pessoa jurídica destinatária da energia elétrica;

b) o endereço completo;

c) os números das inscrições no Cadastro de Contribuintes do ICMS, se contribuinte do imposto, e no CNPJ, correspondentes ao estabelecimento ou domicílio ao qual a energia elétrica tiver sido destinada no mês de referência;

d) o correspondente preço médio efetivo de aquisição da energia elétrica em ambiente de contratação livre, conforme declarado pela respectiva pessoa jurídica destinatária à Secretaria da Fazenda por meio da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, nos termos do disposto nos arts. 2º e 3º.

§ 1º O arquivo digital referido no inciso II não conterá a informação indicada na alínea d desse mesmo inciso quando:

1. a Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC:

a) não tiver sido prestada pela respectiva pessoa jurídica destinatária da energia elétrica, na forma e no prazo previstos nos arts. 2º e 3º;

b) estiver dispensada nos termos do disposto no art. 4º;

c) a critério do fisco, não merecer fé.

2. na hipótese de que trata o parágrafo único do art. 2º, existir litígio que torne ilíquido o valor devido, cobrado ou pago pela energia elétrica adquirida por meio de qualquer contrato firmado em ambiente de contratação livre.

§ 2º A Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC será considerada como não prestada, relativamente a estabelecimento ou domicílio, situado no território paulista, conectado à rede de distribuição operada pela empresa distribuidora, ao qual ela tenha destinado, no mês de referência, energia elétrica objeto da operação descrita no inciso I do art. 1º, quando as informações indicadas nas alíneas a, b, c e d do inciso II, a ele referentes, não constarem no arquivo digital de que trata o caput em decorrência de ação ou omissão da respectiva pessoa jurídica destinatária da energia elétrica.

CAPÍTULO IV - DAS OBRIGAÇÕES A SEREM CUMPRIDAS PELO ALIENANTE DA ENERGIA ELÉTRICA

Art. 7º A pessoa jurídica alienante da energia elétrica, de que trata o inciso III do artigo 1º, deverá, nos termos do disposto no artigo 7º do Anexo XVIII do RICMS:(Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

Art. 7º A pessoa jurídica alienante da energia elétrica, de que trata o inciso III do art. 1º, deverá, nos termos do disposto no art. 6º do Anexo XVIII do RICMS:

I - antes de iniciar a prática de operações relativas à circulação da energia elétrica por ela alienada por meio de contratos de comercialização firmados, em ambiente de contratação livre, com a pessoa jurídica de que trata o inciso II do art. 1º, inscrever, no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo, observado o disposto nos arts. 19 a 31 do RICMS e no Anexo III da Portaria CAT nº 92/98, de 23 de dezembro de 1998:

a) todos os seus estabelecimentos situados no território paulista;

b) pelo menos um dos seus estabelecimentos localizados fora deste Estado, na hipótese de não possuir estabelecimento situado no território paulista.

II - até o dia 12 (doze) de cada mês, emitir, por meio de um dos seus estabelecimentos inscritos no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo nos termos do inciso I, Nota Fiscal eletrônica - NF-e, modelo 55, em substituição a Nota Fiscal, modelo 1 ou 1-A, sem destaque do ICMS, a título de simples faturamento da parcela de energia elétrica objeto de alienação correspondente ao fato gerador ocorrido no mês imediatamente anterior, na qual deverão constar, além dos demais requisitos previstos na legislação, as seguintes informações:

a) quanto à pessoa jurídica destinatária da energia elétrica:

1. a denominação ou a razão social;

2. o endereço completo do estabelecimento ou domicílio, situado no território paulista, ao qual a energia elétrica for destinada;

3. os números das inscrições no Cadastro de Contribuintes do ICMS, se contribuinte do imposto, e no CNPJ, correspondentes ao estabelecimento ou domicílio referido no item 2.

b) quanto à discriminação da operação:

1. o mês de referência do faturamento;

2. a quantidade, em MWh, de energia elétrica faturada ao estabelecimento ou domicílio referido no item 2 da alínea a para consumo da pessoa jurídica destinatária no mês de referência, observado o disposto no § 3º;

3. o preço unitário, por MWh, da energia elétrica faturada, conforme previsto no contrato de alienação firmado com a pessoa jurídica destinatária em ambiente de contratação livre;

4. o valor da operação, resultante da multiplicação da quantidade, em MWh, referida no item 2 pelo preço unitário, por MWh, indicado no item 3, já deduzido o montante do ICMS dele integrante a ser lançado e pago pela empresa distribuidora no termos do disposto no art. 425 e no art. 5º do Anexo XVIII, ambos do RICMS;

5. o valor total do documento fiscal, correspondente ao total da fatura a ser cobrada da pessoa jurídica destinatária da energia elétrica;

6 - no campo "Informações Complementares", a expressão "ICMS a ser lançado e pago pela empresa distribuidora no termos do disposto no art. 425 e no art. 5º do Anexo XVIII, ambos do RICMS - Emitida nos termos do inciso II e dos §§ 2º e 3º, todos do art. 7º da Portaria CAT nº 97/2009 - mês de referência ---/---"; (NR) (Redação dada ao item pela Portaria CAT nº 280, de 30.12.2009, DOE SP de 31.12.2009)

Nota: Redação Anterior:
  "6. no campo "Informações Complementares", a expressão "ICMS a ser lançado e pago pela empresa distribuidora no termos do disposto no art. 425 e no art. 5º do Anexo XVIII, ambos do RICMS - Emitida nos termos do art. 6º da Portaria CAT-XX/2009 - mês de referência ___/___";"

III - escriturar o documento fiscal indicado no inciso II de acordo com o disposto no art. 250-A do RICMS.

§ 1º para fins do disposto na alínea "b" do inciso I, a pessoa jurídica alienante de que trata este artigo:

1. deverá observar os mesmos procedimentos aplicáveis ao contribuinte estabelecido fora do território paulista que, na condição de sujeito passivo por substituição, efetue retenção do imposto em favor deste Estado, conforme previstos no art. 19 do Anexo III da Portaria CAT nº 92/1998, de 23 de dezembro de 1998;

2. cujo estabelecimento situado fora do território paulista for, nos termos do item 1 e da legislação indicada no inciso I, inscrito no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo, assumirá a condição de contribuinte deste Estado e, nessa condição, estará sujeita ao cumprimento das obrigações principais e acessórias do imposto, conforme previstas na legislação tributária paulista, devendo, para esse fim, eleger um representante legal domiciliado neste Estado.

3. deverá, além do cumprimento do disposto nos itens 1 e 2, apresentar, à Secretaria da Fazenda, cópia dos seguintes documentos:

a) comprovante da sua inscrição no CNPJ, da Receita Federal do Brasil - RFB;

b) documento de identidade e comprovante de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF, da Receita Federal do Brasil - RFB, do seu representante legal, domiciliado neste Estado, de que trata o item 2;

c) instrumento jurídico por meio do qual a pessoa jurídica alienante da energia elétrica tenha atribuído ao representante legal referido no item 2, domiciliado neste Estado, o poder de representá-lo para os devidos fins;"(Redação dada pela Portaria CAT Nº 66 DE 29/05/2012)

c) instrumento de procuração atribuindo poder de representação ao seu representante legal, domiciliado neste Estado, de que trata o item 2;

d) registro ou habilitação da alienante perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE para fins de registro e liquidação dos contratos de comercialização de energia elétrica por ela firmados em ambiente de contratação livre. (NR) (Redação dada ao parágrafo pela Portaria CAT nº 280, de 30.12.2009, DOE SP de 31.12.2009)

Nota: Redação Anterior:
  "§ 1º Para fins do disposto na alínea b do inciso I, a pessoa jurídica alienante, além de observar os requisitos previstos na legislação indicada naquele inciso, deverá apresentar, à Secretaria da Fazenda, cópia dos seguintes documentos:
  1. instrumento constitutivo da pessoa jurídica alienante da energia elétrica, devidamente atualizado;
  2. ata da última assembléia de designação ou eleição da diretoria, no caso da alienante ser uma sociedade por ações;
  3. comprovante de inscrição no CNPJ, da Receita Federal do Brasil - RFB;
  4. documento de identidade e comprovante de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas - CPF, da Receita Federal do Brasil - RFB, de seu representante legal domiciliado neste Estado;
  5. instrumento de procuração atribuindo o poder de representação ao representante de que trata o item 4;
  6. certidão negativa de tributos estaduais expedida pela Secretaria da Fazenda deste Estado em nome da alienante;
  7. registros ou autorizações de funcionamento da alienante expedidos pelos órgãos públicos competentes;
  8. declaração do imposto de renda dos sócios da alienante nos 3 (três) últimos exercícios;
  9. registro ou habilitação da alienante perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE para fins de registro e liquidação dos contratos de comercialização de energia elétrica por ela firmados em ambiente de contratação livre."

§ 2º O número da inscrição a que se refere o inciso I deverá ser aposto na Nota Fiscal eletrônica - NF-e, modelo 55, a ser emitida nos termos do inciso II, e em todos os documentos dirigidos pela alienante à Secretaria da Fazenda deste Estado.

§ 3º Em caso de contrato globalizado por submercado, a pessoa jurídica alienante deverá emitir o documento fiscal referido no inciso II separadamente para cada estabelecimento ou domicílio da pessoa jurídica destinatária da energia elétrica, de acordo com a efetiva distribuição de cargas atribuída aos respectivos pontos de consumo no mês de referência.

CAPÍTULO IV - DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 8º A prestação da Declaração do Valor de Aquisição da Energia Elétrica em Ambiente de Contratação Livre - DEVEC, poderá, a pedido da respectiva declarante e a critério do fisco, ser dispensada para o exercício de 2009, desde que solicitada, excepcionalmente, entre a 0 (zero) hora do dia 1º de julho e as 24 (vinte e quatro) horas do dia 12 de julho de 2009, na forma prevista no art. 4º.

§ 1º A dispensa de que trata este artigo abrangerá todos os fatos geradores ocorridos desde o dia 1º de junho até o dia 31 de dezembro de 2009.

§ 2º A homologação da dispensa de que trata este artigo implicará a aplicação do disposto na alínea b do item 1 do § 1º do art. 5º para fins de arbitramento da base de cálculo das operações correspondentes ao fatos geradores referidos no § 1º.

Art. 9º Na hipótese da alínea b do inciso I do art. 7º, a pessoa jurídica alienante da energia elétrica deverá, até 30 de dezembro de 2009, renovar a inscrição do seu estabelecimento situado fora do território paulista que, na data de publicação desta portaria, já estiver inscrito no Cadastro de Contribuintes do ICMS do Estado de São Paulo.

§ 1º Para fins do disposto no caput, a alienante da energia elétrica deverá, observar o disposto no inciso I e no § 1º do art. 7º.

§ 2º A inscrição que, estando sujeita à renovação de que trata este artigo, não for objeto de tal renovação até a data indicada no caput, perderá sua eficácia a partir de 31 de dezembro de 2009.

Art. 10. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de junho de 2009, exceto quanto ao disposto no inciso III e nos §§ 7º, 8º, 9º e 10, todos do art. 5º, que produzirá efeitos para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2010.

ANEXO I ANEXO II - LEIAUTE DO ARQUIVO DIGITAL DE QUE TRATA O INCISO III DO ART. 5º

1. informações técnicas;

1.1. Formatção compativel com MS-DOS;

1.2. Tamanho do registro: 362 bytes, acrescidos de CR/LF (Carriage Return/Line Feed) ao final de cada registro;

1 3. Codificação ASCII;

1.4. Formato dos campos:

1.4.1. Numérico (N), não compactado, alinhado à direita, suprimidos quaisquer caracteres não numéricos, com as posições não significativas preenchidas com zeros:

1.4.2. Alfanuméricos (X), alinhados a esquerda, com as posições não signnificativas em branco:

2. O arquivo deverá ser composto por registros que contenham as seguintes informações

Conteúdo tam posição formato
inicial Final
01 CNPJ do Ponto de Consumo 14 1 14 N
02 IE do Ponto de Consumo 12 15 26 N
03 Razão Social/Denominação 50 27 76 X
04 Endereço Completo 250 77 326 X
05 Código de identificação do Cliente 12 327 338 X
06 Numero do mèdidor 12 339 350 X
07 Quantidade de energia comnsumida (MWh) 12 351 362 N

2.1 Observações:

2.1.1. Campo 01- Infomar o CNPJ do Ponto de Consumo;

2.1.2. Campo 02 - Infomar a IE do Ponto de Consumo. se houver;

2.1.3. Campo 03 - Informar a Razão Social ou Denominação do Ponto de Consumo;

2.1.4. Campo 04 - Informar o Endereço Completo do Ponto de Consumo;

2.1.5. Campo 05 - Informar o Código de Identificação do Cliente;

2.1.6. Campo 06 - informar o Número do Medidor;

2.1.7. Campo 07 - Infomar a Quantidade de energia consumida em MWh, com 3 casa decimais:

Exemplo 1: comsumo de 124,567 MWh, preencher o campo como 000000124567;

Exemplo2: consumo de 5682,8 MWh, preencher o campo como 000005682800

3. Os arquivos serão identificados no formato:

Nome do Arquivo Extensão
                            - A A M M - T X T
CNPJ da Distribuidora   Ano mês    

3.1. Observações:

3.1.1. CNPJ da Distribuidora - os 14 digitos que compõe o CNPJ da distribuidora emitente do arquivo;

3.1.2. Ano (AA) - ano do período do consumo;

3.1.3. Mês (MM) - mês do período do consumo.

ANEXO III - LEIAUTE DO ARQUIVO DIGITAL DE QUE TRATA O INCISO II DO ART. 6º

1. lnformações técnicas:

1.1. Fomatação compativel com MS-DOS;

1.2. Tamanho do registro: variável acrescidos da CR/LF (Carriage Return/Line Feed) ao final de cada registro;

1.3. Separador de campos: Caractere ponto e vigula (;);

1.4. Codificação: ASCII;

1.5. Formato dos Campos:

1.5.1. Numérico (N), sem sinal, inteiro, não compactado;

1.5.2. Alfanuméricos (X), numeros e caracteres especiais, utilizar o caractere aspas (") como delimitador do campo, caso o campo contenha o caractere ponto e vírgula (;), CR (Carriage Retum) ou LF (Line Feed);

1.5.3. valor (V), sem sanal, não compactado, com casas decimais, utilizando o caractere virgula corno ponto decimal, sem saparador da milhar Ex: 1234,8792.

2. O arquivo deverá ser composto por registros que com contenham as seguintes inforrnações:

Conteúdo Tamanho maximo Formato
01 CNPJ do Ponto de Consumo 14 N
02 IE do Ponto de Consumo 12 N
03 Razão Social/Denominação 50 X
04 Endereço Completo 250 X
05 Código de identificação do Cliente 9 V

2. Observações:

2.1.1. Campo 01 - CNPJ do Ponho de Cconsumo;

2.1.2. Campo 02 - lE do Ponto de Consumo, se houver;

2.1.3. Campo 03 - Razão Social ou Denominação do Pontoo de Consumo;

2.1.4. Campo 04 - Endereço completo do Ponto de Consumo;

2.1.5. Campo 05 - Preço médio efetivo por MWh, Na hipotese de campo sem valor ou com valor nulo, aplicar o preço de que trata a alínea b do item 1 do § 1º do art. 5º desta Portaria

3. Os arquivos serão identificados no formato:

Nome do Arquivo Extensão
P M E -                             - A A M M - T X T
  CNPJ da Distribuidora   Ano mês    

3.1. Observações:

3.1.1. CNPJ da Distribuidora - os 14 digitos que compõe o CNPJ da distribuidora destinatária do arquivo;

3.1.2. Ano (AA) - ano do periodo do consumo,

3.1.3. Mês (MM) - mês do periodo do consumo.