Portaria CGZA nº 59 de 11/04/2006

Norma Federal - Publicado no DO em 13 abr 2006

Aprova o Zoneamento Agrícola para a cultura de uva no Estado do Rio Grande do Sul, ano-safra 2006/2007.

O COORDENADOR-GERAL DE ZONEAMENTO AGROPECUÁRIO, no uso de suas atribuições e competências estabelecidas pelas Portarias nº 440, de 24 de outubro de 2005, publicada no Diário Oficial da União de 25 de outubro de 2005, e nº 17, de 6 de janeiro de 2006, publicada no Diário Oficial da União de 9 de janeiro de 2006, resolve:

Art. 1º Aprovar o Zoneamento Agrícola para a cultura de uva no Estado do Rio Grande do Sul, ano-safra 2006/2007, conforme anexo.

Art. 2º Esta Portaria tem vigência específica para o ano-safra definido no art. 1º e entra em vigor na data de sua publicação.

FRANCISCO JOSÉ MITIDIERI

ANEXO

NOTA TÉCNICA

A viticultura brasileira, embora recente no Brasil, tem avançado, tanto nos produtos elaborados como na produção de uvas para consumo in natura.

O clima possui forte influência sobre a videira, sendo importante na definição das potencialidades das regiões. Ele interage com os demais componentes do meio natural, em particular com o solo, assim como com a cultivar e com as técnicas agronômicas de cultivo da videira.

Na demarcação das áreas de menor risco climático para o cultivo da uva americana (Vitis labrusca L.) e da uva européia (Vitis vinifera L.) no Estado do Rio Grande do Sul, foram utilizados dados meteorológicos com registros históricos de mais de 80 anos.

Os parâmetros climáticos foram calculados mensalmente considerando-se os subperíodos do ciclo da cultura, com base na informação fenológica disponível de variedades de viníferas, adotando-se para a estação de crescimento ativo o período de setembro a abril.

O número de dias de geada foi levantado a partir dos dados diários de temperaturas iguais e inferiores a 2,0ºC medidas no abrigo meteorológico, no período de agosto a novembro, para determinação de freqüência e índice de danos por geadas primaveris.

Foi calculado o balanço hídrico do solo considerando-se uma CAD de 75mm. Calculou-se as somas de graus-dia, para temperatura base de 10,0ºC, visando determinar as disponibilidades térmicas para a videira.

Foi usado o número de horas de frio abaixo de 10,0ºC para a uva americana, no período de maio a agosto. Para uva européia foi usado o nº de horas de frio abaixo de 7,0ºC e 10,0ºC, dos períodos de maio a agosto e de maio a setembro, respectivamente.

Na determinação do risco de geadas primaveris, foi adotada a freqüência acumulada de ocorrências de temperaturas de níveis superiores e inferiores a 0ºC, como: 2,0º a 0,1ºC; 0º a -1,9ºC; -2,0º a -3,9ºC e < -4,0ºC. Em função da ocorrência dos valores mínimos absolutos das temperaturas e da freqüência acumulada de ocorrência destas, foram determinados os níveis do índice de risco de geadas primaveris em: muito baixo, baixo, médio, alto, muito alto e limitante.

A partir dos índices adotados, determinaram-se áreas para cultivo de Vitis labrusca e vinífera no Estado do Rio Grande do Sul.

A partir da espacialização dos índices, demarcou-se as áreas com características agroclimáticas diferenciadas na escala de mesoclima (topoclima) e macroclima. Áreas com número de horas de frio acima de 300h e 600h, respectivamente, foram consideradas com maior aptidão vitícola, por ter-se adotado esse valor como nível que separa áreas ecológicas, economicamente viáveis, para o cultivo de videira americana e européia. Abaixo de 300h de frio para a uva americana e 600h de frio para a uva européia, as restrições ocorrem pela insuficiência do frio invernal para atender as exigências em frio nas fases de quebra de dormência, pós-dormência e pré-brotação. As áreas abrangidas pelas isolinhas de 600h ± 1.000 h horas de frio são as que proporcionam as condições mais favoráveis para o cultivo da videira americana. Para a videira européia as áreas abrangidas pelas isolinhas de 800h ± 1.000 horas de frio são as mais favoráveis.

As disponibilidades de radiação solar global, de setembro a abril nas localidades do Rio Grande do Sul, apresentam valores médios de densidade de fluxo de energia dentro dos padrões das regiões vitícolas européias.

Os excessos hídricos são freqüentes no estado e variam sua intensidade em função da demanda e dos valores totais de chuva mensais entre anos. Os excessos concentram-se nos subperíodos fenológicos da queda das folhas e repouso invernal, entre maio e agosto.

Esse excesso apesar de favorecer a ocorrência de doenças, em solos bem drenados e em terrenos acidentados (como os das regiões serranas), não restringe o cultivo da videira. Por outro lado, os excessos que ocorrem no período de outubro a março não são tão elevados como parecem, garantindo uma adequada suplementação hídrica para os vinhedos, pois foi considerada no balanço hídrico a altura total de chuva e não a efetiva. Sabe-se que do total de excesso, pelo menos 50% são considerados perdidos por escorrimento superficial e percolação profunda. A análise dos resultados permitiu identificar que as datas de plantio com menor risco climático para a cultura da uva foram idênticas para os três tipos de solos e variedades estudadas.

2. TIPOS DE SOLOS APTOS AO CULTIVO

O zoneamento agrícola de risco climático para o Estado do Rio Grande do Sul contempla como aptos ao cultivo da uva, os solos Tipos 1, 2 e 3, especificados na Instrução Normativa nº 10, de 14 de junho de 2005, publicada no DOU de 16 de junho de 2005, Seção 1, página 12, alterada para Instrução Normativa nº 12, através de retificação publicada no DOU de 17 de junho de 2005, Seção 1, página 6, que apresentam as seguintes características: Tipo 1: Teor de argila maior que 10% e menor ou igual a 15%, com profundidade igual ou superior a 50cm; ou Teor de argila entre 15 e 35% e com menos de 70% areia, que apresentam diferença de textura ao longo dos primeiros 50cm de solo, e com profundidade igual ou superior a 50cm. Tipo 2: solos com teor de argila entre 15 e 35% e menos de 70% areia, com profundidade igual ou superior a 50cm; e Tipo 3: a) solos com teor de argila maior que 35%, com profundidade igual ou superior a 50cm; e b) solos com menos de 35% de argila e menos de 15% de areia (textura siltosa), com profundidade igual ou superior a 50cm.

Nota: áreas/solos não indicados para o plantio: áreas de preservação obrigatória, de acordo com a Lei nº 4.771 do Código Florestal; solos que apresentem teor de argila inferior a 10% nos primeiros 50cm de solo; solos que apresentem profundidade inferior a 50cm; solos que se encontram em áreas com declividade superior a 45%; e solos muito pedregosos, isto é, solos nos quais calhaus e matacões (diâmetro superior a 2mm) ocupam mais de 15% da massa e/ou da superfície do terreno.

3. PERÍODO RECOMENDADO PARA PLANTIO

De 1º de julho a 31 de agosto

4. CULTIVARES INDICADAS

Ficam indicadas no Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura de uva no Estado do Rio Grande do Sul, as cultivares de uva registradas no Registro Nacional de Cultivares (RNC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atendidas as indicações das regiões de adaptação, em conformidade com as recomendações dos respectivos obtentores/detentores (mantenedores).

5. RELAÇÃO DOS MUNICÍPIOS APTOS AO CULTIVO

A relação de municípios do Estado do Rio Grande do Sul aptos ao cultivo de uva, suprimidos todos os outros, onde a cultura não é recomendada, foi calcada em dados disponíveis por ocasião da sua elaboração. Se algum município mudou de nome ou foi criado um novo, em razão de emancipação de um daqueles da listagem abaixo, todas as recomendações são idênticas às do município de origem até que nova relação o inclua formalmente.

5.1. Relação de municípios do Estado do Rio Grande do Sul aptos ao cultivo da uva americana.

MUNICÍPIOS  Limite de Altitude ou área m s.n.m   Qualificação da área   Risco de Geada *  
Aceguá  P1 B 
Água Santa > 300 P1 M 
Agudo  P2 B 
Alegrete  P2 B 
Almirante Tamandaré do Sul  P2 B 
Alto Alegre  P1 B 
Alto Feliz > 300 P1 M 
Alvorada  P2 B 
Amaral Ferrador  P1 B 
André da Rocha  P1 M 
Anta Gorda  P1 B 
Antônio Prado  P1 M 
Arroio do Meio  P2 B 
Arroio do Padre  P1 B 
Arroio do Tigre > 200 P2 B 
Arroio dos Ratos > 200 P1 B 
Arroio Grande  P1 B 
Arvorezinha  P2 M 
Áurea > 300 P2 M 
Bagé  P1 B 
Barão > 300 P1 M 
Barão do Triunfo > 200 P1 B 
Barra do Quaraí  P2 B 
Barra Funda  P2 B 
Barracão  P1 M 
Barros Cassal  P2 B 
Bento Gonçalves  P1 M 
Boa Vista do Cadeado  P1 B 
Boa Vista do Incra  P1 B 
Boa Vista do Sul  P2 B 
Bom Princípio > 300 P2 M 
Boqueirão do Leão  P1 B 
Butiá > 200 P1 B 
Caçapava do Sul  P1 B 
Cacequi  P2 B 
Cachoeirinha  P2 B 
Cacique Doble > 300 P1 M 
Camargo  P2 M 
Campestre da Serra  P1 M 
Campos Borges  P1 B 
Candelária > 200 P2 B 
Candiota  P1 B 
Canguçu  P1 B 
Canoas  P2 B 
Canudos do Vale  P1 B 
Capão Bonito do Sul  P1 M 
Capão do Leão  P1 B 
Capitão  P1 B 
Carazinho > 300 P2 B 
Carlos Barbosa  P1 M 
Carlos Gomes > 300 P2 M 
Casca > 300 P1 M 
Caseiros  P1 M 
Caxias do Sul  P1 M 
Centenário > 300 P2 M 
Cerrito  P1 B 
Cerro Branco > 200 P2 B 
Cerro Grande do Sul  P1 B 
Chapada  P2 B 
Charqueadas > 200 P1 B 
Charrua  P2 M 
Ciríaco > 300 P1 M 
Colinas  P2 B 
Colorado  P1 B 
Constantina  P2 B 
Coqueiro Baixo  P1 B 
Coqueiros do Sul  P2 B 
Coronel Pilar > 200 P2 B 
Cotiporã  P1 M 
Coxilha > 300 P2 M 
Cruz Alta  P1 B 
David Canabarro > 300 P1 M 
Dilermando de Aguiar  P1 B 
Dois Lajeados  P1 M 
Dom Feliciano  P1 B 
Dom Pedrito  P1 B 
Dona Francisca  P1 B 
Doutor Ricardo  P1 B 
Eldorado do Sul  P1 B 
Encantado  P1 B 
Encruzilhada do Sul  P1 B 
Ernestina  P2 M 
Esmeralda  P1 M 
Espumoso  P1 B 
Estância Velha > 200 P1 B 
Estrela Velha  P1 B 
Fagundes Varela  P1 M 
Farroupilha  P1 M 
Faxinal do Soturno  P1 B 
Feliz > 300 P2 M 
Flores da Cunha > 300 P1 M 
Floriano Peixoto  P2 M 
Fontoura Xavier  P2 B 
Formigueiro  P2 B 
Forquetinha  P2 B 
Fortaleza dos Valos  P1 B 
Garibaldi  P1 M 
Gentil > 300 P1 M 
Gramado Xavier  P1 B 
Gravataí  P2 B 
Guabiju  P1 M 
Guaíba  P1 B 
Guaporé  P2 M 
Herval  P1 B 
Herveiras > 200 P2 B 
Hulha Negra  P1 B 
Ibarama  P1 B 
Ibiaçá  P1 M 
Ibiraiaras  P1 M 
Ibirapuitã > 300 P2 M 
Ibirubá  P1 B 
Igrejinha > 300 P2 M 
Ilópolis  P2 M 
Imigrante > 300 P2 B 
Ipê  P1 M 
Itaara  P1 B 
Itapuca  P2 M 
Itati > 400 P2 B 
Ivorá  P1 B 
Jacuizinho  P2 B 
Jaguarão  P1 B 
Jari  P2 B 
Jóia  P1 B 
Júlio de Castilhos  P1 B 
Lagoa Bonita do Sul > 200 P2 B 
Lagoa dos Três Cantos  P1 B 
Lagoa Vermelha  P1 M 
Lagoão  P2 B 
Lavras do Sul  P1 B 
Linha Nova > 300 P2 M 
Machadinho > 300 P2 B - M 
Mampituba > 400 P2 B 
Maquiné > 400 P2 B 
Marau  P2 M 
Marcelino Ramos > 300 P2 B 
Mariana Pimentel  P1 B 
Marques de Souza  P1 B 
Mata  P2 B 
Mato Castelhano  P2 M 
Maximiliano de Almeida > 300 P2 B - M 
Montauri > 300 P2 M 
Monte Alegre dos Campos  P1 M 
Monte Belo do Sul > 200 P2 B 
Mormaço  P2 B - M 
Morrinhos do Sul > 400 P2 B 
Morro Redondo  P1 B 
Morro Reuter > 300 P2 M 
Muçum  P1 B 
Muitos Capões  P1 M 
Muliterno > 300 P1 M 
Não-Me-Toque  P2 B 
Nicolau Vergueiro  P2 M 
Nova Alvorada  P2 M 
Nova Araçá  P1 M 
Nova Bassano  P1 M 
Nova Boa Vista  P2 B 
Nova Bréscia  P1 B 
Nova Hartz > 300 P2 M 
Nova Pádua > 200 P1 M 
Nova Palma  P1 B 
Nova Petrópolis > 300 P1 M 
Nova Prata > 300 P1 M 
Nova Roma do Sul > 300 P2 M 
Novo Barreiro  P2 B 
Novo Cabrais  P2 B 
Novo Xingu  P2 B 
Paim Filho > 300 P2 M 
Pantano Grande > 200 P1 B 
Paraí > 300 P1 M 
Paraíso do Sul  P2 B 
Parobé  P2 B 
Passa Sete > 200 P2 B 
Passo Fundo > 300 P2 M 
Pedras Altas  P1 B 
Pedro Osório  P1 B 
Pelotas  P1 B 
Picada Café  P2 B 
Pinhal da Serra  P1 M 
Pinhal Grande  P1 B 
Pinheiro Machado  P1 B 
Piratini  P1 B 
Poço das Antas > 300 P2 B 
Pontão  P2 M 
Porto Alegre  P1 B 
Pouso Novo  P1 B 
Presidente Lucena  P1 B 
Progresso  P1 M 
Protásio Alves  P1 B 
Putinga  P1 B 
Quaraí  P2 B 
Quevedos  P1 B 
Quinze de Novembro  P1 B 
Relvado  P1 B 
Restinga Seca  P2 B 
Rio Grande  P2 B 
Riozinho > 400 P2 B 
Roca Sales  P1 B 
Rolante > 400 P2 B 
Rondinha  P2 B 
Rosário do Sul  P1 B 
Saldanha Marinho  P1 B 
Salto do Jacuí  P1 B 
Salvador do Sul > 300 P2 B 
Sananduva > 300 P1 M 
Santa Bárbara do Sul  P1 B 
Santa Cecília do Sul  P1 M 
Santa Margarida do Sul  P1 B 
Santa Maria  P1 B 
Santa Tereza  P1 B 
Santa Vitória do Palmar  P1 B 
Santana da Boa Vista  P1 B 
Santana do Livramento  P1 B 
Santo Antônio do Palma > 300 P1 M 
Santo Antônio do Planalto  P2 B 
Santo Expedito do Sul > 300 P1 M 
São Domingos do Sul  P2 M 
São Gabriel  P1 B 
São Jerônimo > 200 P1 B 
São João da Urtiga  P2 M 
São João do Polêsine  P1 B 
São Jorge > 300 P1 M 
São José do Herval  P1 B 
São José do Ouro > 300 P1 M 
São José do Sul  P1 B 
São Marcos  P1 M 
São Martinho da Serra  P1 B 
São Pedro da Serra > 300 P2 M 
São Pedro do Sul  P1 B 
São Sepé  P2 B 
São Valentim do Sul  P1 M 
São Vendelino > 300 P1 M 
São Vicente do Sul  P2 B 
Sarandi > 300 P2 B 
Segredo > 200 P2 B 
Selbach  P1 B 
Serafina Corrêa  P2 M 
Sério  P2 B 
Sertão Santana  P1 B 
Silveira Martins  P1 B 
Sinimbu > 200 P2 B 
Sobradinho  P2 B 
Soledade  P2 M 
Tapejara > 300 P1 M 
Tapera  P1 B 
Taquara > 400 P2 B 
Teutônia  P2 B 
Tio Hugo > 300 P2 M 
Toropi  P2 B 
Travesseiro  P1 B 
Três Forquilhas > 400 P2 B 
Tunas  P2 B 
Tupaciretã  P1 B 
Tupanci do Sul  P1 M 
Tupandi > 300 P2 B - M 
Turuçu  P1 B 
União da Serra  P2 M 
Uruguaiana  P2 B 
Vacaria  P1 M 
Vale do Sol > 200 P2 B 
Vale Real > 300 P1 M 
Vanini > 300 P1 M 
Veranópolis > 300 P2 M 
Vespasiano Correa  P1 B 
Viadutos > 300 P2 M 
Viamão  P2 B 
Victor Graeff  P2 B 
Vila Flores  P1 M 
Vila Lângaro > 300 P2 M 
Vila Maria  P2 M 
Vila Nova do Sul  P1 B 
Vista Alegre do Prata  P2 M 
Westfalia > 300 P1 B 

Limite de altitude: Significa que a videira americana deve ser plantada no município somente acima do valor referido. Por exemplo:> 300, o plantio no município deve ser acima de 300m de altitude.

m s.n.m - metros sobre o nível do mar.

Qualificação da área: P1 = Preferencial 1; P2 = Preferencial 2 - São áreas que reúnem as melhores condições climáticas para o cultivo da videira americana no Estado.

Risco de geada: B = Baixo; M = Médio; B-M = Baixo ou Médio

5.2. Relação de municípios do Estado do Rio Grande do Sul, localizados na Região da serra do nordeste e planalto, aptos ao cultivo da uva européia.

MUNICÍPIOS  Qualificação da área   Horas de Frio < 10ºC maio - agosto   Limite de Altitude m s.n.m.   Risco de Geada  
Água Santa P1 800 a 1000 > 700 M 
Alto Feliz P2 700 a 800 > 400 M 
André da Rocha P1 800 a 1000  M 
Anta Gorda P2 700 - 800  M 
Antônio Prado P1 800 a 1000  M 
Arvorezinha P2 700 a 800  M 
Aurea P2 700 a 800 > 500 M 
Barão P1 800 a 1000 > 500 M 
Barracão P1 800 a 1000 > 700 M 
Barracão P2 700 a 800 > 500 a 700 M 
Bento Gonçalves P1 800 a 1000 > 500 M 
Bento Gonçalves P2 700 a 800 > 200 a 500 M 
Boa Vista do Sul P2 700 a 800 > 400 B 
Cacique Doble P1 800 a 1000 > 700 M 
Camargo P2 700 a 800  M 
Campestre da Serra P1 800 a 1000  A 
Capão Bonito do Sul P1 800 a 1000  A 
Carazinho P2 700 a 800 > 500 B 
Carlos Barbosa P1 800 a 1000  M 
Casca P1 800 a 1000 > 700 M 
Caseiros P1 800 a 1000  M 
Caxias do Sul P1 800 a 1000  M - A 
Centenário P2 700 a 800 > 500 M 
Charrua P2 700 a 800  M 
Ciríaco P1 800 a 1000 > 700 M 
Coqueiros do Sul P2 700 a 800  B 
Coronel Pilar P2 700 a 800 > 300 B 
Cotiporã P2 700 a 800 > 300 M 
Coxilha P1 800 a 1000 > 700 M 
Coxilha P2 700 a 800 >500 a 700 M 
David Canabarro P1 800 a 1000 > 700 M 
Dois Lajeados P2 600 a 700 > 300 B 
Ernestina P2 700 a 800 > 500 M 
Esmeralda P1 800 a 1000  A 
Fagundes Varela P1 800 a 1000  M 
Farroupilha P1 800 a 1000  M - A 
Flores da Cunha P1 800 a 1000 > 500 M 
Floriano Peixoto P2 700 a 800  M 
Fontoura Xavier P2 700 a 800 > 500 M 
Garibaldi P1 800 a 1000  M 
Gaurama P2 700 a 800 > 500 M 
Gentil P1 800 a 1000 > 700 M 
Guabiju P1 800 a 1000  M 
Guaporé P2 600 a 700 > 300 M 
Ibiaça P1 800 a 1000  M 
Ibiraiaras P1 800 a 1000  M 
Ibirapuitã P2 700 a 800 > 500 M 
Ilópolis P2 700 a 800  M 
Imigrante P2 700 a 800 > 400 B 
Ipê P1 800 a 1000  M 
Itapuca P2 700 a 800  M 
Lagoa Vermelha P1 800 a 1000  M - A 
Machadinho P2 700 a 800 > 500 M 
Maracau P2 800 a 1000 > 500 M 
Mato Castelhano P1 800 a 1000 > 700 M 
Montauri P1 700 a 800 > 700 M 
Montauri P2 800 a 1000 > 500 a 700 M 
Monte Alegre dos Campos P1 700 a 800  MA 
Monte Belo do Sul P2 800 a 1000 > 200 B 
Muitos Capões P1 800 a 1000  A 
Muliterno P1 700 a 800 > 700 M 
Nicolau Vergueiro P2 700 a 800 > 500 M 
Nova Alvorada P2 800 a 1000  M 
Nova Araça P1 800 a 1000  M 
Nova Bassano P1 800 a 1000  M 
Nova Pádua P1 700 a 800 > 500 M 
Nova Pádua P2 800 a 1000 > 200 a 500 M 
Nova Petrópolis P1 700 a 800 > 500 M 
Nova Petrópolis P2 800 a 1000 > 400 a 500 M 
Nova Prata P1 700 a 800 > 300 M 
Nova Roma do Sul P2 700 a 800 > 300 M 
Paim Filho P2 800 a 1000 > 500 M 
Paraí P1 800 a 1000 > 700 M 
Passo Fundo P1 800 a 1000 > 700 M 
Pinhal da Serra P1 700 a 800 > 700 A 
Pinhal da Serra P2 800 a 1000 500 a 700 A 
Pinto Bandeira P1 700 a 800 > 500 M 
Pinto Bandeira P2 700 a 800 > 200 a 500 M 
Pontão P2 800 a 1000  M 
Protásio Alves P1 800 a 1000  M 
Sananduva P1 700 a 800 > 700 M 
Sananduva P2 800 a 1000 > 500 a 700 M 
Santa Cecília do Sul P1 700 a 800 > 700 M 
Santa Tereza P2 800 a 1000 > 300 B 
Santo Antônio do Palma P1 700 a 800 > 700 M 
Santo Antônio do Planalto P2 800 a 1000  B 
Santo Expedito do Sul P1 700 a 800 > 700 M 
São Domingos do Sul P2 700 a 800  M 
São João da Urtiga P2 800 a 1000 > 500 M 
São Jorge P1 800 a 1000 > 700 M 
São José do Ouro P1 > 1000 > 700 M 
São Marcos P1 800 a 1000  M 
São Pedro da Serra P2 700 a 800 > 400 M 
São Valentim do Sul P2 600 a 700 > 300 B 
São Vendelino P2 700 a 800 > 400 M 
Sarandi P2 700 a 800 > 500 B 
Serafina Correa P2 700 a 800  M 
Tapejara P1 800 a 1000 > 700 M 
Tupanci do Sul P1 800 a 1000  A 
Vacaria P1 800 a 1000  A 
Vanini P1 800 a 1000 > 700 M 
Veranópolis P2 700 a 800 > 300 M 
Vila Flores P1 800 a 1000  M 
Vila Lângaro P2 700 a 800 > 500 M 
Vila Maria P2 700 a 800  M 
Vista Alegre do Prata P2 700 a 800  M 

Limite de altitude: Significa que a videira européia deve ser plantada no município somente acima do valor referido. Por exemplo:> 700, o plantio no município deve ser acima de 700m de altitude.

m s.n.m - metros sobre o nível do mar.

Qualificação da área: P1 = Preferencial 1; P2 = Preferencial 2 - São áreas que reúnem as melhores condições climáticas para o cultivo da videira européia no Estado.

Risco de geada: B = Baixo; M = Médio; A = Alto; MA = Muito Alto; M-A = Médio ou Alto.

Relação de municípios do Estado do Rio Grande do Sul, localizados na Região da serra do sudeste e campanha, aptos ao cultivo da uva européia.

MUNICÍPIOS  Qualificação da Área   Horas de Frio < 10ºC maio - agosto   Limite de Altitude ou de área m.s.n.m   Risco de Geada  
Aceguá P1 > 700 a < 800  B 
Alegrete P2 600 a < 700 metade sul MB 
Bagé P1 > 700 a < 800  B 
Caçapava do Sul P2 600 a 700 > 300 MB 
Candiota P1 > 700 a < 800  B 
Canguçu P1 > 700 > 400 B 
Canguçu P2 600 a 700 > 200 MB 
Dom Feliciano P2 600 a 700 > 300 MB 
Dom Pedrito P1 > 700 a < 800 metade sul B 
Dom Pedrito P2 600 a 700 metade norte MB 
Encruzilhada do Sul P2 > 600 a < 700 > 300 MB 
Herval P2 600 a 700 > 200 B 
Hulha Negra P1 > 700  B 
Jaguarão P2 > 600 a 700 > 100 B 
Lavras do Sul P1 > 700 > 400 B 
Lavras do Sul P2 600 a 700 > 200 MB 
Pedras Altas P1 > 700  B 
Pinheiro Machado P1 > 700 > 400 B 
Pinheiro Machado P2 600 a 700 > 200 B 
Piratini P1 > 700 > 400 B 
Piratini P2 600 a 700 > 200 MB 
Quaraí P1 > 700  B 
Rosário do Sul P2 600 a 700 metade sul MB 
Santana da Boa Vista P2 600 a 700 > 300 MB 
Santana do Livramento P1 > 700  B 
Uruguaiana P2 600 a < 700 metade sul MB 
Vila Nova do Sul P2 600 a < 700 > 300 MB 

Limite de altitude: Significa que a videira européia deve ser plantada no município somente acima do valor referido. Por exemplo:> 300, o plantio no município deve ser acima de 300m de altitude.

m s.n.m - metros sobre o nível do mar.

Qualificação da área: P1 = Preferencial 1; P2 = Preferencial 2 - São áreas que reúnem as melhores condições climáticas para o cultivo da videira européia no Estado.

Risco de geada: B = Baixo; MB = Muito Baixo.