Instrução Normativa SESAN nº 2 de 10/08/2005

Norma Federal - Publicado no DO em 15 ago 2005

Estabelecer e tornar público os critérios de seleção das propostas enviadas para análise no âmbito da Coordenação Geral de Programas de Alimentação e Nutrição - CGPPAN, a exceção das propostas de Cozinhas Comunitárias - modalidade municipal.

O Secretário Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com base na Lei nº 10.869/04, e no uso das atribuições que lhe confere o art. 16 do Decreto nº 5.074, de 11 de maio de 2004, e CONSIDERANDO:

Que o Ministério Que o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, por meio da Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional, vem recebendo propostas para análise no âmbito das ações da Coordenação Geral de Programas de Alimentação e Nutrição - CGPAN, dado que o manual de orientação ao proponente encontra-se disponível em seu sítio eletrônico (www.mds.gov.br);

Que a grande demanda de projetos de Cozinhas Comunitárias submetida a este Ministério, gerou a necessidade de desenvolvermos um instrumento de hierarquização e seleção de propostas dos municípios brasileiros que seja acessível, democrático, transparente, público e com critérios técnicos que possibilitem apoiar de forma adequada os projetos de Cozinhas Comunitárias em todo território nacional;

Ainda, a necessidade de termos um processo de recepção, avaliação e definição das propostas aprovadas, mais ágil, prático e de fácil acompanhamento por parte dos proponentes; resolve:

Art. 1º Estabelecer os seguintes critérios de habilitação dos proponentes:

I - Apresentação de Projeto Técnico e Plano de Trabalho conforme Instrução Normativa STN 01/97;

II - Apresentação da Ata de aprovação do projeto por um Conselho Municipal, preferencialmente o de Segurança Alimentar onde houver;

III - Apresentação da Certidão Negativa de Débito junto ao INSS;

IV - Apresentação de Certidão de Regularidade do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS.

Art. 2º Estabelecer os critérios de seleção das propostas dos proponentes habilitados:

I - O processo de análise e seleção de proponentes será conduzido por Comissão de Seleção a ser constituída para tal fim;

II - As propostas habilitadas serão submetidas aos critérios técnicos classificatórios dispostos no anexo I;

III - Aos critérios técnicos classificatórios serão destinados pesos e pontos conforme especificado em quadro do anexo I.

Parágrafo único. Ocorrendo empate na pontuação de propostas, o critério para desempate será o da maior pontuação alcançada pelos proponentes no item nº 03, do quadro de pontuação do Anexo 1, da presente Instrução Normativa. Persistindo o empate, o critério para desempate será o da maior pontuação alcançada nos demais itens do Anexo1.

Art. 3º As propostas habilitadas deverão adequar-se aos parâmetros para apoio financeiro de projetos estabelecidos no anexo II, sendo imprescindível para formalização do repasse de recursos a apresentação dos documentos relacionados no anexo III.

Art. 4º O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome fará a divulgação do resultado referente a esta seleção na Internet em seu sítio eletrônico, 45 (quarenta e cinco) dias após a publicação da presente Instrução Normativa.

Art. 5º O MDS, a título de cooperação, condicionado a existência de dotações orçamentárias e recursos financeiros, apoiará os projetos de Cozinhas Comunitárias desde que as propostas estejam compatíveis com as diretrizes definidas neste instrumento, no manual do programa e em consonância com a Instrução Normativa STN 01/97.

Art. 6º Constituir Comissão de Seleção, responsável pela condução do processo de análise e seleção dos interessados em executar projetos de Implantação de Cozinhas Comunitárias em seus territórios, no exercício de 2005.

Art. 7º As propostas protocolizadas com carimbo postal com data posterior a 30 (trinta) dias da publicação da presente Instrução não serão habilitadas.

§ 1º Não haverá por parte da CGPPAN no corrente ano, outra forma de análise de projetos para Implantação de Cozinhas Comunitárias senão a disposta neste instrumento.

§ 2º A habilitação de qualquer proposta não obriga o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome a firmar instrumento de transferência de recursos com qualquer proponente.

Art. 8º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data da sua publicação.

CRISPIM MOREIRA

Substituto

ANEXO I
Municípios

Item Critério Indicador Unid. Descrição Peso (1 a 3) Pontos (0 a 4) 
1 Caracterização Regiona l Áreas de Implantação - Semi-Árido/ CONSAD 3 3,0 
 1
Regiões Metropolitanas/capitais 2,0 
Outras Regiões 1,0 
2 Risco de Insegurança Alimentar e Nutricional Índice de Vulnerabilidade Social da População - Indicadores Sociais/IBGE, 2000 % Maior ou igual a 38,2 3 4,0 
Entre 34,2 e 38,1 3,0 
Entre 24,8 e 34,1 2,0 
Menor que 24,7 1,0 
3 Situação da Promoção do Direito à Renda da Cidadania Municipal Percentual das Famílias atendidas pelo Bolsa Família - SNARC/MDS, 2004 % Entre 75 e 100 2 4,0 
Entre 50 e 75 3,0  
Entre 25 e 50 2,0  
Menor que 25 1,0  
4 Desenvolvimento da Política Local de Segurança Alimentar e Nutricional (2) Proponente estabeleceu parceria com o MDS para a implantação do PAA - Sim 2 2,0 
Não 0,0 
Existência de Bancos de Alimentos públicos ou privados - Sim 1 1,0 
Não 0,0 
Existência do Programa de Restaurantes Populares em parceria com MDS - Sim 1 1,0 
Não 0,0 
Existência de Conselho Municipal de Segurança Alimentar - COMSEA - Sim 2 2,0 
Não 0,0 
5 Tramitação interna no MDS Projetos encaminhados ao MDS no exercício de 2005  Sim 2 2,0 
Não 0,0 
6 Questões Técnicas sobre o Projeto Espaço disponível para instalação em condições adequadas - Sim 3 3,0 
Não 0,0 
Parceria com Entidades Assistenciais - Sim 2 1,0 
Não 0,0 
Valor de Contrapartida calculado corretamente conforme LDO Sim 2 1,0 
Não 0,0 
Apoio a Iniciativas e ações previamente desenvolvidas - Sim 2 2,0 
Não 0,0 
Projeto Técnico com caracterização e justificativa fundamentada - Sim 2 2,0 
Não 0,0 
Layout para instalação dos equipamentos - Sim 2 2,0 
Não 0,0 

ANEXO II

Parâmetros para apoio financeiro de projetos de Cozinhas Comunitárias, conforme relação, população, atividades complementares para geração de emprego e renda e/ou desenvolvimento de atividades de capacitação profissional e valor a ser disponibilizado

Classes de tamanho da população Nº de Municípios (Unidade) Unidades de Cozinhas Comunitárias 
Unidades de Produção para servir pelo menos 200 refeições 
Produção: Implantação de cozinha comunitáriaComercialização: Estrutura complementar para geração de emprego e renda e/ou desenvolvimento de atividades de capacitação profissional (Padaria ou confeitaria)
Até 20.000 4.024 R$ 21.000,00 (1 unidade) R$ 9.000,00 
De 20.000 a 100.000 1.259 R$ 60.000,00 (3 unidades) R$ 25.000,00 
De 100.000 a 500.000 193 
Acima de 500.000* 31 R$ 200.000,00 (10 unidades) R$ 80.000,00 

ANEXO III

Relação de Documentos para Formalização do Repasse de Recursos

Ofício de encaminhamento;  
Projeto Técnico;  
Plano de Trabalho;  
Cópia autenticada da ata de nomeação do proponente;  
Cópia autenticada dos documentos pessoais do proponente;  
Pesquisa de preços fornecida por três estabelecimentos diferentes da localidade;  
Declaração quanto à compatibilidade entre os preços apresentados e os praticados no mercado local: para projeto que envolva aquisição de equipamentos, material de consumo e/ou serviços de terceiros;  
Documentação do Conselho (Lei de Constituição, Ata de Eleição dos Membros e Presidente);  
Declaração subscrita pelo gerente comprovando a abertura de conta corrente específica para a movimentação dos recursos;  
Ata de aprovação do projeto, preferencialmente, pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar;  
Cópia autenticada do documento de inscrição no CNPJ do Ministério da Fazenda;  
Certidão Negativa de Regularidade perante o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS );  
Certidão Negativa de Regularidade perante o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS );  
Certidão Negativa de Débitos de Tributos e Contribuições Federais e Certidão Negativa da Dívida Ativa da União (SRF e PGFN );  
Certidão Negativa de Regularidade perante Secretaria da Receita Estadual ou órgão equivalente do Estado;  
Certidão Negativa de Regularidade perante Secretaria da Receita Municipal ou órgão equivalente do Município;  
Declaração de que: instituiu, regulamentou e arrecada os impostos de sua competência (arts. 155 e 156 da Constituição Federal), que não ultrapassa os limites previstos com pagamento de pessoal ;  
Declaração de que cumpre os limites constitucionais relativos à educação e à saúde ;  
Lei orçamentária referente ao exercício de 2005;  
Comprovante da existência de contrapartida nos termos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), referente ao exercício no qual o convênio venha a ser formalizado.